O
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulgou, nesta terça-feira (9), a
lista dos municípios que terão prioridade no programa Mais Médicos, do
Governo Federal. Na Paraíba, serão 107 cidades classificadas como de
maior vulnerabilidade social e com falta de médicos. Serão 1.042
municípios priorizados para receber investimentos em infraestrutura e profissionais, na região Nordeste.
Para
selecionar e levar os profissionais a essas regiões carentes, o Governo
Federal lançou ontem três editais: um para atração de médicos; outro
para adesão dos municípios que desejam admití-los; e um último para
selecionar as instituições supervisoras.
Será
aceita a participação de médicos formados no Brasil, que terão
prioridade no preenchimento das vagas e também a de graduados em outros
países, com preferência para brasileiros. Os estrangeiros só ocuparão as
vagas remanescentes após a escolha destes dois grupos.
De acordo
com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, levar os médicos para as
periferias e regiões do interior pode resolver até 80% dos problemas de
saúde da população, mesmo que ainda haja deficiências na infraestrutura
das unidades de saúde desses locais.
“Temos que
acabar com essa visão de que saúde só se faz dentro de hospital. A
atenção básica com qualidade, com médico bem preparado para acompanhar o
paciente resolve 80% dos problemas de saúde da população. Isso é
importante para reduzir a lotação dos hospitais regionais. O sistema que está centrado no hospital é um sistema doente. Com os médicos presentes
no interior, eles podem dar apoio a centros de especialidades, trabalhar
através da telemedicina e dar suporte aos hospitais de referência”,
explicou.
Seguro da legalidade
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o governo federal está “muito
seguro” da validade jurídica do Programa Mais Médicos. Ele rebateu
críticas feitas por entidades médicas, entre elas a relativa à criação
do segundo ciclo do curso de medicina, medida que condiciona o
recebimento do diploma à atuação, por dois anos, de alunos que entrarem
nesse curso a partir de 2015, no Sistema Único de Saúde (SUS).
As entidades de classe avaliam que essa mudança é uma exploração do profissional de saúde.
“Não só o
Ministério da Saúde, a AGU [Advocacia-geral da União], a Casa Civil e
todos os ministérios envolvidos estão muito seguros da
constitucionalidade das medidas. Agora, o momento é o do debate no
Congresso [Nacional]”, disse o ministro Alexandre Padilha.
Estrangeiros não serão concorrentes
Brasília
(ABr) – A decisão do governo de autorizar a vinda de médicos
estrangeiros sem a aprovação no Exame Nacional de Revalidação de
Diplomas (Revalida), no âmbito do Programa Mais Médicos, é para evitar
que esses profissionais disputem mercado com os médicos brasileiros,
disse ontem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo
ele, no entanto, todos os profissionais serão avaliados e atestados por
universidades públicas, que são as mesmas instituições com atribuição e
competência, definidas pela Lei.
“Caso as
universidades façam a validação do diploma nesse programa, esses
profissionais vão poder trabalhar onde quiserem e disputar mercado com
os médicos brasileiros. O Ministério da Saúde e o da Educação não querem
tirar emprego dos médicos brasileiros. Queremos trazer médicos de fora
do país apenas se as vagas não forem preenchidas e com autorização
exclusiva para atuar na periferia das grandes cidades e em municípios do
interior”, disse.
Confira relação:
IN1
FONTE: Correio da Paraíba


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