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quinta-feira, 11 de julho de 2013

DIVULGADA LISTA DE MÉDICOS ESTRAGEIROS PARA AS CIDADES DA PARAÍBA


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulgou, nesta terça-feira (9), a lista dos municípios que terão prioridade no programa Mais Médicos, do Governo Federal. Na Paraíba, serão 107 cidades classificadas como de maior vulnerabilidade social e com falta de médicos. Serão 1.042 municípios priorizados para receber investimentos em infraestrutura e profissionais, na região Nordeste.
Para selecionar e levar os profissionais a essas regiões carentes, o Governo Federal lançou ontem três editais: um para atração de médicos; outro para adesão dos municípios que desejam admití-los; e um último para selecionar as instituições supervisoras.
Será aceita a participação de médicos formados no Brasil, que terão prioridade no preenchimento das vagas e também a de graduados em outros países, com preferência para brasileiros. Os estrangeiros só ocuparão as vagas remanescentes após a escolha destes dois grupos.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, levar os médicos para as periferias e regiões do interior pode resolver até 80% dos problemas de saúde da população, mesmo que ainda haja deficiências na infraestrutura das unidades de saúde desses locais.
“Temos que acabar com essa visão de que saúde só se faz dentro de hospital. A atenção básica com qualidade, com médico bem preparado para acompanhar o paciente resolve 80% dos problemas de saúde da população. Isso é importante para reduzir a lotação dos hospitais regionais. O sistema que está centrado no hospital é um sistema doente. Com os médicos presentes no interior, eles podem dar apoio a centros de especialidades, trabalhar através da telemedicina e dar suporte aos hospitais de referência”, explicou.

Seguro da legalidade

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o governo federal está “muito seguro” da validade jurídica do Programa Mais Médicos. Ele rebateu críticas feitas por entidades médicas, entre elas a relativa à criação do segundo ciclo do curso de medicina, medida que condiciona o recebimento do diploma à atuação, por dois anos, de alunos que entrarem nesse curso a partir de 2015, no Sistema Único de Saúde (SUS).
As entidades de classe avaliam que essa mudança é uma exploração do profissional de saúde.
“Não só o Ministério da Saúde, a AGU [Advocacia-geral da União], a Casa Civil e todos os ministérios envolvidos estão muito seguros da constitucionalidade das medidas. Agora, o momento é o do debate no Congresso [Nacional]”, disse o ministro Alexandre Padilha.

Estrangeiros não serão concorrentes

Brasília (ABr) – A decisão do governo de autorizar a vinda de médicos estrangeiros sem a aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida), no âmbito do Programa Mais Médicos, é para evitar que esses profissionais disputem mercado com os médicos brasileiros, disse ontem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo ele, no entanto, todos os profissionais serão avaliados e atestados por universidades públicas, que são as mesmas instituições com atribuição e competência, definidas pela Lei.
“Caso as universidades façam a validação do diploma nesse programa, esses profissionais vão poder trabalhar onde quiserem e disputar mercado com os médicos brasileiros. O Ministério da Saúde e o da Educação não querem tirar emprego dos médicos brasileiros. Queremos trazer médicos de fora do país apenas se as vagas não forem preenchidas e com autorização exclusiva para atuar na periferia das grandes cidades e em municípios do interior”, disse.
Confira relação:
Municípios beneficiados pelo Governo Federal
IN1

FONTE: Correio da Paraíba

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